sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O sábio que empunha a espada, deixa de ser sábio?

Apenas um desabafo!

Certa feita O Criador disse ao Rei Salomão:

"Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento para poderes julgar o meu povo, sobre o qual te fiz reinar, sabedoria e conhecimento te são dados; "


Também conhecemos o ditado de
que não devemos julgar para não sermos julgados.”

De toda sorte soa como ironia, partindo do ponto em que todo ser humano é um ser julgador por excelência, seja conscientemente ou não.

Basicamente, reconhecemos uns aos outros e aferimos status conforme as atitudes, perfil e condutas de cada indivíduo. Assim, conscientemente ou não, julgamos e criamos nossa sentença, passando a tratar aquele determinado indivíduo conforme suas condutas comparadas com nossos critérios e princípios.

Se o que fazemos não se chama julgamento, sinceramente, desconheço melhor denominação.

Mas, consoante as condutas que já desempenhei e assisti nesta vida de baixo do sol, sendo boas e ruins, refleti acerca da execução do julgamento que fazemos uns aos outros e cheguei ao pensamento de que, por mais que você tente ser justo, não importa o quanto, sempre irá chegar certo momento em que nada do que fizera adiantará para determinado indivíduo.
Absolutamente nada!

E nesse certo momento você será taxado por várias denominações como excêntrico, estressado, aparecido, idiota, sobretudo de intolerante.

Contudo, a conduta do sábio no mundo da insensatez é sempre mal vista. Não me considero sábio, embora o princípio da sabedoria seja adquiri-la, tenho em mente que o sábio é um ser em um grau elevado no qual não me encontro, mas procuro por sabedoria e este é o princípio basilar dos retos.

Claro que existem aqueles que não querem sequer ouvir das virtudes dos retos, pois, atualmente encaram-se certos preceitos como motivo de chacota, logo então caçoam daqueles livres pensadores que não se envergonham em expressar a voz do coração.

E depois, eu que sou o idiota...

Nem sempre palavras doces resolvem situações amargas. Todavia, é muito censurável o que acontece freqüentemente que com um aspecto de devoção e piedade venhamos a adoçar o demônio.

Já diziam que “a língua do Sábio é um bálsamo”, mas isso não significa que todos os sábios puderam agir sempre com doçura.

A história é plena em exemplos. A espada foi necessária
por muitas vezes para que sábios não perecessem nas mãos dos tiranos.
E será que esses sábios deixaram de ser sábios por conta disso?

Por certo que não.

Jesus mesmo destruiu as barracas dos mercadores na porta to templo em um ato de fúria por profanarem a “casa de D-us”. Alguém ousa dizer que Jesus perdeu toda sua sabedoria por conta disso?

Tornou-se excêntrico, estressado, aparecido ou idiota?

Claro que não. “ELE” teve um bom motivo para isso. Mas há aqueles que não pactuam da mesma linha de pensamento, que não buscam o pleno entendimento da origem da causa, mas apenas do ocorrido.

Você tem o direito de julgar e mesmo que não queira irá julgar. Apenas procure agir com Justiça. Busque julgar não apenas o ocorrido, mas o motivo que deu causa a tal.

O julgamento é sempre inevitável, já a execução da sua sentença é opcional!


Pax Et Lux.

Sergio Rodrigo

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Tecido Mágico de Sara.

Em um certo reinado, havia um homem que caminhava pela estrada de terra.
Era um tecelão mercante, pobre e revoltado com a vida. Sobrevivia fabricando em sua casa tecidos e vendia no centro do vilarejo.
Enquanto voltava por esta estrada de terra, revoltado por não ter conseguido bom preço na sua mercadoria, encontrou no
caminho uma pomba que estava com sua asa quebrada.

Neste momento, sentiu compaixão da pobre pombinha e a levou para casa. Fez em um canto do quarto, com alguns retalhos de pano um repouso para a pomba, cuidou da asa machucada imobilizando-a e a alimentou.

Após alguns dias a pomba estava curada e assim a soltou de volta para a liberdade que só o céu pode dar.

Enquanto vislumbrava a pomba voando, desejava um dia ser livre como ela. Para ele, ser livre era não ter os sofrimentos que tinha, mas sim ser rico, poderoso, reconhecido e respeitado. Só isso importava.

Passaram-se alguns dias desde que o mercante soltou a pomba. Estava ele, em sua máquina de tear preparando um tecido e eis que uma jovem bateu a porta.

O mercante se chamava João, rapaz rústico, porém astuto com as palavras. Admirado a convidou a entrar e perguntou quem era e o que queria. Não era nada comum aquela situação. Para ele era até um tanto que constrangedora.

Chamava-se Sara. Uma bela jovem, linda, de pele clara e cabelos negros. Estava perdida no mundo sem rumo, soube que naquela casa morava um tecelão e resolveu pedir emprego em troca de alimento e moradia.

João concordou de pronto com a proposta. Era um homem sozinho, somente dedicado ao trabalho e a falar mal da vida sem se preocupar em entender o contexto. Embora a garota fosse fascinante, linda e bela, de voz doce, isso não lhe chamou a atenção.

Veio apenas o seguinte pensamento:

“Ahhh... tendo alguém para me ajudar com os afazeres poderei produzir mais, quando estiver melhor mudar-me-ei para mais próximo do centro e mando esta infeliz seguir seu caminho”.

E a jovem, feliz pelo mercante tendo concordado, deu-lhe um abraço de gratidão e disse:

“Homem, sou muito grata pelo tanto de amor e cuidado que tiveste comigo. Por isso Eu te Amo e o servirei”.

Encabulado, João pensou que ela fosse louca por dizer aquilo, mas, não deu tanta confiança e logo voltou aos seus afazeres no tear e delegou afazeres domésticos a jovem Sara.

Passando alguns dias, estava ele voltando de uma de suas idas ao centro comercial do reinado muito nervoso e triste. Não tinha vendido nenhuma de suas peças e não sabia o que iria fazer para comprar suprimentos.

Em meios aos xingos e desabafos, sempre com a indignação por não entender por que enfrentava uma situação daquela, aja vista que se considerava homem trabalhador, honesto e esforçado, não merecia tal castigo da vida, a jovem Sara escutava e com o coração apertado disse ao mercante que poderia ajudá-lo.

Perguntou então a ele o que ele desejava de verdade.

“Desejo ser rico, poderoso, respeitável e reconhecido!”

Com sua doçura, ela o abraçou. Disse que daria isso a ele, mas o amor era mais importante.

Encabulado com a situação o mercante se afastou dela. Sentiu certo desprezo e no íntimo caçoou dela com essa história de amor, pois, tinha se desligado completamente deste sentimento. Somente a vida mercantil importava.

E Sara:

"Para que eu possa te ajudar, irei passar a noite trancada na sala onde está o seu tear, mas, em hipótese alguma entrará enquanto eu estiver lá."

João protestou, achando um absurdo aquela jovem querer se trancar no quarto com o único tear que tinha, sem certeza de nada e não podendo trabalhar na construção de suas peças a noite. Mas, olhando nos olhos de Sara, sentiu algo tenro e confiou na jovem, deixando permanecer naquela noite.

Sara agradeceu e disse:

"Faço isso por você, pois Eu te Amo. E você me ama?!"

João começou a rir, pensando que Sara fosse uma desvairada, mas não disse nada.

E naquela noite, Sara fechou-se na sala, usou o tear a noite toda e no nascer do sol saiu do quarto. Em suas mãos carregava um tecido lindo e maravilhoso. Nada visto em região alguma. Entregou a João e disse para ele ir até a cidade e vender a uma senhora de vestido azul que ele encontrasse.

João estava pasmo com o que via. Reconhecendo que o tecido era muito especial, tratou de correr para o centro, e sequer reparou na fisionomia de Sara que se encontrava muito cansada e debilitada.

Chegando lá, João tentava vender o tecido, mas ninguém o queria. Até que uma senhora de meia idade, usando um vestido azul se interessou pelo tecido e o comprou pagando-lhe bom preço. Esta senhora fazia parte da Corte, muito amiga do Rei e queria presenteá-lo com uma roupa. Tinha saído aos comércios para encontrar o melhor dos tecidos para confeccionar o presente para o Rei.

João voltou para casa feliz com o dinheiro que recebeu da venda. Pela primeira vez tinha recebido quantia elevada por uma peça.

Encontrando Sara logo lhe contou o seu dia e sua felicidade. Ela, com voz fraca disse que tudo aquilo era porque o amava!

João, logo saiu de cena dizendo: “Tah... lá vem você com esse negócio de amor de novo.”

No dia seguinte, ele procurou por Sara, querendo saber como tinha criado aquilo?
Ela disse que era segredo, não precisava saber e que tudo que importava era sua felicidade, tudo isso porque o amava.

“Lá vem você com essa historia mais uma vez.”

Passado alguns dias desde a venda, a senhora do vestido azul procurou por João em sua casa. Disse que o tecido foi transformado em uma roupa confortável para o Rei repousar. Disse o Rei que, desde que ganhou aquela roupa começou a ter sonhos maravilhosos e inspiradores. E que uma doença que o afligia foi curada em apenas uma noite. Tudo isto por conta daquela roupa, e o Rei paga o preço que quiser para ter mais um pedaço daquele maravilhoso e esotérico tecido.

João estagnou-se! Pasmem... Era tudo que queria. A oportunidade batendo em sua porta. Poderia ficar rico.

Ele dispensou a senhora e disse que iria procurar tão logo ela com o tecido e o preço estipulado por ele.

Assim que a dispensou, dignou-se a procurar por Sara que se encontrava atrás de casa, sentada olhando para o horizonte.

Ofegante e ansioso pediu a ela para fazer um pouco mais daquele tecido mágico.
Sara disse a ele que era muito cansativo e ela não se sentia bem, estava com saúde debilitada.

Depois de tanta insistência Sara concordou. Mais uma vez o advertiu a não entrar enquanto ela estivesse lá e disse que o amava. Desta vez ela também perguntou:

“João, você me ama?”

Encabulado e querendo fugir daquela indagação se evadiu da sala sorrindo e não a respondeu, apenas disse:


“Por favor, faça logo!”

No final da noite Sara entrou na sala e ali permaneceu a noite toda trabalhando no tear.

E João, deitado em sua esteira perguntava para si mesmo como ela fazia aquele tecido. Seria tudo de excelente se obtivesse aquele segredo para si.

Ao nascer do sol, Sara, muito cansada entregou a ele o tecido e perguntou mais uma vez se João a amava.

João sequer escutou. Apenas agradeceu rapidamente, tomou posse do tecido e correu para o centro em busca da amiga do Rei.

Encontrando a amiga do Rei, João apresentou o tecido e ela o levou até o Rei que de pronto os recebeu.

O Rei se encantou pelo tecido. Pagou-lhe preço alto por ele com ouro, que compraria mais do tecido, trocaria por terras e ainda o apresentou a Corte com status.

João não se cabia de felicidade. Via a tão sonhada oportunidade de obter tudo que queria já em suas mãos.

Após se embriagar com os membros soberbos da Corte, lembrou de sua casa e de Sara.

Resolveu então voltar. Não era sua vontade, mas retornou para que Sara fizesse mais do tecido.

Após chegar, encontrou Sara sentada em um banco muito fraca, doente e pálida.

Perguntou o que havia com ela rapidamente e antes que ela respondesse, João desviou o assunto contando tudo o que tinha ocorrido. Contou do encontro do Rei, da festa com a Corte e do pedido em levar mais do tecido.

Logo intimou Sara a confeccionar mais do tecido mágico.

Embora a aparência de Sara mostrasse nitidamente que seu estado de saúde não era bom, João sequer deu atenção a isso e a colocou na sala com o tear para que trabalhasse.

Sara, humildemente disse:

“Sua felicidade é o que me importa e me dá forças. Eu te Amo João. Você me ama?”

E João:

“Lá vem você mais uma vez com isso!
Te dou comida e abrigo, tudo que tens a fazer é me entregar o tecido amanhã cedo, assim, irei pedir em troca ao Rei terras e serei finalmente um Nobre.


Não se preocupa com minha felicidade?
Pois bem, dependo deste tecido para ser feliz!
Serei rico, poderoso, reconhecido e respeitado”

E Sara se fechou na sala para começar a confeccionar o tecido mágico, mesmo debilitada. Tudo por amor e novamente o advertiu a não entrar até que ela saísse pela manhã.

Mas desta vez, João em seus pensamentos chegou ao ápice da ganância. Não conseguia parar de imaginar como que Sara criava aquele tecido mágico. Queria a todo custo descobrir seu segredo e começar ele próprio a criar, assim, se Sara morresse ele continuaria.

Decidiu então, naquela noite, invadir pela madrugada a sala e descobrir o segredo.

E na madrugada, João a espreita da porta tomou força e invadiu a sala.

Encontrou Sara sentada, transformada. Ela tinha asas e de seu umbigo saia uma linha de seda ligada ao tear.

Este era o segredo de Sara. O tecido mágico saia dela.

Quando surpreendida, Sara logo cessou e chorando perguntou a João por quê a traiu, sendo que tudo que ela pediu era que não entrasse.

João ficou por alguns instantes catatônico.

E Sara:

“Tudo que eu queria era ser amada. Você nunca disse que me amava, sempre me desprezou, mesmo assim você me traiu entrando aqui quando tudo que eu queria era o seu amor e sua felicidade.”

João desesperado e arrependido pelo o que fizera:

“Perdoe-me Sara!! SIM... Eu te amo também. Muito!”

Sara levanta e diz:

“Agora não importa mais.”

Transformou-se em uma pomba e saiu voando pela porta e nunca mais voltou.

Quanto a João, os tecidos vendidos perderam seus poderes e se tornaram comuns o que ensejou a ira do Rei. Tomou tudo de volta e lhe deu vergonha e infâmia perante a Corte.

E João voltou a vida pior que de antes, pobre, envergonhado e arrependido por não ter dado valor a Sara e ao amor que lhe ofereceu.



Sergio Rodrigo

Embora esta fábula termine com um final relativamente triste para aqueles que se consideram amantes do romantismo, tomei as devidas para que entenda, em síntese, a relação de amor, confiança, oportunidade na vida.

Contudo, posso afirmar que a felicidade é baseada e concretizada nas decisões que tomamos ante a oportunidade.

Até onde conseguimos enxergar uma oportunidade? Ou até que ponto somos suicidas vislumbrando a passagem para a felicidade sendo levada ao vento e não fazer absolutamente nada?

Bem dizer, será que não enxergamos a oportunidade ou simplesmente achamos que sabemos o que buscamos quando na verdade não fazemos a menor idéia do que realmente queremos?

Em muitos casos, um inimigo feroz surge com veemência, responsável direto por todos nossos fracassos e frustrações. Encaramos a ele praticamente todos os dias no espelho e muitas vezes sem prestar atenção. É o EGO.

Buscar a verdade para sua opinião e não imputar sua opinião como verdade é a característica de todo aquele que é de fato humilde o suficiente para buscar sabedoria.

Perdido na vida é aquele que faz uso deste sentimento vaidoso, que alucina a razão a ponto de esperar por uma falsa justiça na esperança de ser favorecido ilicitamente.

Perdido sim também é aquele que possui uma falsa perspectiva de ser feliz e não faz vista, não presume isto em suas tentativas. São entediados.

Perdido ainda é aquele que, definitivamente, não acredita que o amor é mais que um sentimento, e sim uma ferramenta coletiva, mola propulsora para a tão sonhada “paz profunda”.

Mas se encontrar é muito difícil! Esta é sempre a desculpa...

Seja um ser único em suas condutas. Não tenha um ponto de vista firmado e conduta adversa, denota confusão e falta de conhecimento acerca da vida, de onde veio e para aonde vai. Sobreviver é instinto natural, viver de verdade é prerrogativa sua. Tenha coragem, busque! Seja propagandista da verdade e obreiro do amor.

Em suas condutas, procure não ferir a outrem. Quem fere com ferro será sumariamente ferido e quando isso acontecer, não reclame, pois é a justiça atuando.

Seja um verdadeiro infrator da Lei... de Gerson.

Enfim, tenha boas condutas para não ficar cego ante as oportunidades e busque agir. Somente consegue o louro aquele que se atreve... Mas faça sempre com amor. Oportunidades são várias, mas não para o mesmo momento, e assim passando, será um momento perdido, talvez crucial!

Eu te amo são mais que palavras: É AÇÃO! EXISTENTE E POSSÍVEL.

Preste atenção em quem lhe oferece a embriagues ilusória da Corte e quem tece um tecido mágico para você. Não o venda, se cubra com ele e descubra o que é a verdadeira magia.

Pax Et Lux.

Sergio Rodrigo

sábado, 22 de agosto de 2009

A Isonomia dos sexos e a relação conjugal amorosa.


Com base nos relatos e no comportamento entre pessoas de várias idades, nota-se que o grau de liberdade entre homens e mulheres é evolutivo. Varia de geração para geração o grau de entrosamento entre o homem e a mulher.

Com os antigos, percebe-se que existe uma separação latente entre o grupo de homens e o grupo de mulheres, onde faziam questão de não se misturarem. Quando se aproximava alguém do grupo oposto, eles ou elas cessavam seus assuntos, inexistindo qualquer integração, prevalecendo sempre à formalidade.

No contexto, homens e mulheres solteiros se aproximavam com o escopo de se unirem, e para os casados esta aproximação ensejava adultério. Ou seja, não era comum homens e mulheres formarem apenas um grupo, com assuntos variados e sem outras intenções.

A partir dos anos 70, este grau de relacionamento começou a crescer entre os dois sexos com o movimento Ripe através do protesto pela liberdade. No Brasil, foi estendido até os anos 80 com a famosa “Sociedade Alternativa” de Raul Seixas onde o slogan era: “Faça o que tu queres, pois é tudo da Lei”.

Não obstante, a Sociedade antiga possuía o caráter machista, criando esta divisão latente e natural entre os sexos.

A promulgação da Constituição de 1988 pôs um fim à incógnita de se é certo ou errado dividir as mulheres dos homens e imputá-las submissas.

Esta submissão caiu por terra com o Artigo 5º “caput” e Inciso I da Constituição Federal de 1988, onde exprime o mandamento de que todos são iguais perante a Lei e que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.

Fica claro que este mandamento constitucional tornou-se um divisor de águas, separando o comportamento social entre homens e mulheres em: “antes da Carta e depois da Carta”. Isto deve ser levado em conta para entender a evolução social.

Os anos 90 foram primordiais para a união social. Pela primeira vez na história do Brasil as mulheres detinham do amparo legal, caracterizando esta isonomia. E começaram a disputar em pé de igualdade o mercado de trabalho com os homens, o verdadeiro Marco da Independência feminina, pondo fim à cultura de que o homem é “o cabeça”, predominante da instituição Família assim como os antigos determinavam.

Esta “tradição”, se assim podemos chamar, atualmente não é mais reconhecida juridicamente, tampouco pelas autoridades clericais. Nos casamentos religiosos, os líderes espirituais em seus discursos, alimentam a idéia de que os Cônjuges são um só. Responsáveis igualmente pelos direitos e obrigações matrimoniais, enaltecendo o sentido real da palavra “União”.

Com essa evolução social, a sociedade necessitou também do amparo inverso ao casamento que é a separação e divórcio. Sito a
LEI Nº 6.515, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1977, que foi dada nova redação adaptando-se a evolução social dos anos 90 pela LEI Nº 8.408, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1992 e que possui rito disciplinado pelos Artigos 1.120 à 1.124 do Código de Processo Civil.

Com isso, gerou a facilidade em casar e se divorciar.

O divórcio é a extinção da relação
conjugal.
Ambos os sexos possuem o arbítrio de interromper ou recusar os compromissos conjugais ora assumidos.

Todo relacionamento exige flexibilidade e tempo para madurar. Logo, a separação não deve ser uma solução simplista e precipitada. Porém, com a reflexão devida, pode se tornar um importante recurso.

Atualmente, homens e mulheres são iguais na sociedade. Por conta da não obrigatoriedade no sentido de compromisso matrimonial, alguns acreditam que este efeito vindo do movimento Ripe e Sociedade Alternativa, excluiu certos princípios por conta da liberdade, fator que contribuiu para a opção da simples união estável e a exclusão do crime de adultério do Código Penal.

Logo então, uma enorme variedade de escolha e troca constante de parceiros. Banalização do sexo e gerações se formando sem a menor idéia do que é “Família”, sendo de total desconhecimento seus princípios e que, quando invocados ou apresentados a estes tornam –se motivos de chacota.

Com base nesta visão da massa, os recém-casados do século XXI, para prosperarem o que realmente necessitam?

Para que Cônjuges, de igual direito e obrigação dentro e fora do lar, com a modernidade, e a relação com o trabalho prosperem, além do amor é necessário, mais do que nunca a harmonia e a tolerância.

Isso porque, conforme a evolução social, tanto o homem quanto a mulher dividem à administração familiar, não tendo um deles tomando a frente de modo fixo. Existe sim um revezamento de acordo com as funções, pois, há certas funções que um possui mais habilidades que o outro.

Todavia, em linhas gerais, os cônjuges se harmonizam pela compatibilidade de suas estruturas espirituais, níveis socioeconômico, educacionais, psicológicos, inteligência geral, e traços de personalidade.

Necessitam sempre se educarem moralmente, construindo exemplos de fraternidade dentro e fora do lar. Dessa forma, estarão transmitindo os frutos desta educação, vivendo no mundo daqueles que formam o Universo Familiar.

A vida conjugal. Viver a vida a dois como se fossem um. É a soma de ideais e de vontades. Uma constante expectativa de ideais e de vontades, expectativa de felicidade e esperanças repartidas.

Em fim, o sucesso da relação conjugal, na atualidade principalmente, não está na renuncia e a concessão para manter a união. Mas sim, na união amorosa com alguma renuncia e concessão para evitar as discrepâncias desnecessárias, geralmente criadas pelo orgulho e a intolerância.

Pax Et Lux.

Sergio Rodrigo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O BEM E O MAL.

"Gênesis 3:5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal!"


Conforme os ensinamentos de Sto. Agostinho e São Tomás de Aquino o mal existe no ser humano e não nas coisas.

É o modo que a humanidade criou para definir os desacertos e desconformidades de cada um e não da vida, pois a vida nunca erra, muito embora o ser humano a culpa com veemência. Isso é o Mal.

E cada ser humano trata a matéria mal conforme melhor lhe cabe, assim como a matéria bem. Há pensadores que dizem que todo ser humano nasce mal e outros que o mal é adquirido com o tempo.

A denominação mitológica de mal como Lúcifer, diabo, demônios e etc. são referências do sentimento (não maligno, mas sim em desacordo) que todo ser humano possui internamente.

Costumo dizer que existem dois tipos de Deus. O Deus Pai Eterno Criador do Universo e o nosso Deus interior, assim como existe a força maligna e o demônio interno. Todo ser humano possui dentro de si um deus e um demônio, metaforicamente dizendo, responsáveis pelos nossos sentimentos, pelos nossos juízos finais e a expressão do nosso humor e conduta.

A compreensão disto doutrina o ser humano a trilhar seu caminho de forma mais consciente, isso porque este deus e demônio interno é um complemento de cada indivíduo para a elaboração de seus princípios, opiniões e condutas comandadas pelo próprio e não apenas uma mera criação que poderá ser extinta a qualquer momento.

Se formos buscar a idéia mitológica, Áries, deus da guerra da mitologia grega não era apenas invocado para as batalhas entre exércitos, mas sim para a guerra interna dos sentimentos dos indivíduos, logo então, este deus era mais um deus de conciliação dos conflitos internos do que de provocação, assim como Marte que é a versão de Áries na mitologia romana.

É exatamente com base nesta idéia que criou-se a Arte Marcial, que é a união de tudo que é belo e filosófico com os movimentos de combate a fim de entender o ser humano e cessar seus conflitos internos ensinando a se defender de tudo que é externo quanto interno.

Bem dizer, as vastas teorias e denominações de “demônios ou força negativa” são apenas para que o ser humano possa se descobrir e se entender com o mundo e consigo mesmo, buscando o equilíbrio, bom senso e o emprego correto dos dons da verdade, do amor e do perdão, assim, alcançando a evolução.

Todavia, o ser humano busca a idéia do bem e mal para justificar suas próprias ações, procurando eximir-se da responsabilidade individual visando ignorar a idéia de que nós atraímos nossas vitórias e derrotas quando, na verdade, somos projetistas de nosso próprio destino.


Em suma, o homem é, em si mesmo, e carrega em sua própria estrutura um microuniverso semelhante ao macrouniverso onde está inserido em sua atual existência.

Pax Et Lux.

Sergio Rodrigo

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Traição... Necessidade humana ou falta de caráter?




Em um forum de debate pela internet discutimos a infidelidade na modalidade traição, no qual a Mariana destacou algumas questões acerca do assunto, explanando ainda o sentimento e a conduta tanto do homem quanto da mulher, antes, durante e depois da traição. O texto abaixo começa com um breve comentário meu, e a seguir o artigo.



Concordo que se trata de um tema perplexo, pois demonstra varias opiniões e condutas diferentes.

Oq me chamou a atenção, e a parabenizo por trazer a baila é a questão do “grau da traição”, isto porque, venho acompanhando alguns casos entre alguns homens que traem suas namoradas e esposas com o escopo de descontração por ter sempre a mesma pessoa, dizem que querem carne nova, uma simples aventura para quebrar a rotina, outros fazem desta prática uma rotina, nunca os vi fieis, e outros mais porque tem vergonha da cônjuge, porém todos dizem que amam suas respectivas mulheres.

Não acredito totalmente que uma traição poderia ensejar à melhora do relacionamento, visto que, a partir do momento em que há um flagrante, a confiança, que é essencial para uma relação acaba e conseqüentemente o respeito, sem contar o orgulho ferido e o amor próprio rebaixado. Claro que estou me referindo a um sentido amplo, não pode ser empregado em via de regra a todos os casos . Dependendo da situação, pode ser um banho de água fria que venha a reativar uma relação como você mencionou, só que isso acontece nos mínimos casos, poderia considerar as exceções da regra.

Enfim, o segredo para manter um homem longe da traição, em todos os seus níveis, é simples, não deixe faltar atenção e retribuição, fazendo isso, dificilmente o homem vai pular a cerca.

Sergio Rodrigo.


Mariana Fernandes Lopes

É aquele velho ditado:

“O lanche do vizinho é sempre mais gostoso...” Isso acontece mesmo.

Acredito que a traição em si influi muito de caráter para caráter. Todo homem é safado! Isso é inevitável. O que o faz manter a relação e não cometer nada de errado é o respeito e a consideração, por temer uma força maior...Um grande exemplo, até engraçado:
Muitos evangélicos morrem de vontade de participar das coisas mundanas, aquilo esconde no intimo, à vontade do seu coração, mas não o faz por temor á Deus, uma força maior que exerce uma certa pressão em seu caráter.

Ele passa a ser racional em relação a isso, relevando certas vontades e impulsos que poderiam acabar com a doutrina o qual segue...Assim é o cara que trai. Às vezes ele pode ter até vontade, mas o respeito e a consideração pela pessoa amada são argumentos suficientes para fazer um jogo limpo. E se em algum momento tal indivíduo sente-se incomodado com a presença da pessoa e não quer mais levar tal relacionamento em frente, simplesmente tem a autonomia e a sinceridade de chegar e acabar com o que ele não enxerga futuro.

Traição, algo influenciado pelo caráter e temor de uma força maior. Assim penso eu.

Todos os homens do mundo sentem por um momento a vontade de experimentar coisas novas, vai dele querer arriscar ou não algo que pra ele é influenciável, porém, resistível.
Assim como a mulher tem vontades o homem também tem, porém, cabe a mulher fazer a sua parte e não deixar faltar nada, e não deixar ele ir buscar fora uma coisa que você mesma pode proporcionar.

Você pode suprir isso através do diálogo, ou até mesmo o feeling da mulher, que não costuma falhar...Sexto sentido de mulher é foda! Conversando tudo se resolve.

Se o envolvimento for com um homem de caráter, e se ele sentir a vontade de trair, ele vai tentar fazer com que essa vontade acabe, encara isso como algo momentâneo, e tudo volta a ser o que era antes.Mas isso sem esquecer da obrigatoriedade que a mulher tem de a cada dia fazendo sua parte de conquistá-lo.

Agora se o envolvimento foi com um típico mau caráter, ele vai trair mesmo, isso porque respeito é algo que não existe no conceito deste tipo de pessoa, aliás, quem se deixa levar por impulsos só mostra que não tem personalidade suficiente para encarar um relacionamento, hoje está te amando, amanhã pode te odiar, mesmo você sendo a melhor mulher do mundo. O gosto de experimentar o que pode ser proibido fala mais alto.

O que se deve ter é sempre o amor próprio em evidência para que não saia magoada da situação, ter autonomia e discernimento para saber quando estamos sendo desrespeitados, esse é um dos fatores principais para acabar com qualquer vínculo, mas tem gente que espera ver pra crer.

O desrespeito é fundamental para o término de qualquer relacionamento, se não há respeito, não há nada, porque com respeito nasce à confiança, base sólida em um relacionamento.

No mundo estão cheios de pessoas de mau caráter, se queremos encontrar as pessoas certas, freqüentes lugares certos.Dê tempo ao tempo não esconda quem você é e suas reais intenções, na vida sempre fazemos propaganda de nós mesmos e o melhor sempre acontece quando menos esperamos, mas saiba que o que conquistamos é sempre o reflexo de nosso próprio investimento.

Assim penso eu.


Beijokas...Mariiii

quinta-feira, 12 de março de 2009

Oportunidade e Recompensa













Olá nobres amigos e amigas!

Começo este texto pedindo desculpas, em especial para minhas fãs, as graciosas Mariana e a Tatiana por ter permanecido longo tempo sem escrever. Garanto que nesse espaço de tempo aprendi muito, vi e ouvi muitas coisas. Meu silêncio é justificável.

Criei este tema acerca da oportunidade por certos acontecimentos terem me chamado muito a atenção, pois, o desperdiço é constante na vida das pessoas. Umas vivem reclamando que não tem oportunidade, outras, se lamentam por perdê-la.

Poder-se-ia ser a oportunidade o efeito gerado por uma constante de pensamentos concentrados em um objetivo ou meramente algo casual derivado de circunstâncias aleatórias?

Oportunidade, segundo o dicionário é “propriedade de oportuno, ensejo, ocasião”. E oportuno é “qualidade do que vem a tempo, a propósito, em ocasião favorável, conveniente”.

Partindo deste ponto, é óbvio que a oportunidade é gerada sempre em aspecto positivo a um lado e é desfavorável a outro.

Vamos buscar na essência. Oportunidade é criada sempre por uma idéia, uma vontade, por certa junção de fatos tangíveis, às vezes por circunstâncias aleatórias, mas todas as situações criam a oportunidade para alguém.

Vamos mais a fundo. E quando a oportunidade aparece para você?
O que aconteceu para que isso ocorresse?

Para tanto, não poderia deixar de mencionar uma das maiores leis que toda a humanidade está submetida, mesmo sem saber, é a lei da atração.

Com certeza, você já ouviu que somos aquilo que pensamos, ou que pensamentos materializam coisas. De fato sim. Somos projetistas do nosso futuro. Atraímos tudo que está em nossa volta: Os amigos, as circunstâncias, nossos bens e etc. Difícil é compreender que atraímos também nossos erros e fracassos e a aceitação deste fato é meio caminho andado para a resolução dos problemas.

Esse fenômeno acontece por que somos massas de energia.Transformamos, modificamos e emanamos energia constantemente e a manipulação delas se transformam em ondas magnéticas (pensamentos) que podem criar e alimentar qualquer situação.

A oportunidade é meramente a resposta física do que você desejou e tudo que tem a fazer é agir.

Como disse anteriormente, muitas pessoas reclamam porque não tem oportunidade. E na verdade nunca terão! Pelo menos enquanto permanecerem nesta linha de pensamento. Tudo isso porque, no fundo, não sabem o que querem e nem como pedir além de não saberem esperar, porém o que acontece mais freqüentemente é o pedido errado tomado de paixão. A paixão que me refiro não é a de relacionamentos amorosos, mas a concentração ininterrupta em um determinado pensamento.

Quando nos concentramos com muita paixão em algo faz com que aconteça mais rápido e, por muitas vezes firmamos o foco errado e assim materializa-se exatamente o oposto do que queremos, e isso nos trás a sensação de que a oportunidade não veio. Na verdade veio sim, é que a concentração foi para o pensamento errado.

Já, perder a oportunidade. É relacionada também a falta de atitude e / ou de confiança, na maioria das vezes é porque esquecemos o próprio propósito ou o valor dele expirou.

A atitude é algo fundamental para que as coisas aconteçam. Só tem atitude àquele que realmente quer algo ou mudar algo. Quando estamos doentes procuramos o médico a fim de melhorar da doença. Quando estamos com fome nos movimentamos a procura de algo para se alimentar. Este é o fenômeno da atitude, à vontade de fazer ou não fazer, conceito este relacionado ao controle e canalização da agressividade que é o nível psicológico da atitude.

O importante é sentir-se bem. Assim, atrairá boas pessoas, bons relacionamentos, nutritivos, sucesso profissional, harmonia, coisas que irão concorrer para tornar sua vida melhor.

E para que a oportunidade venha é preciso o essencial: “SE DAR A OPORTUNIDADE”, doar um pouco de si. Não existe como ser egoísta para conseguir algo. É preciso se entregar e colaborar para conquistar. Como quer receber salário sem trabalhar? Como dizer “sim” a um relacionamento amoroso, mas, no entanto não se dedica e tampouco manifesta coragem, interesse e nem concorre para o bem comum a fim de que venha a gerar frutos? Como diz o ditado:” Quem quer receber tem que se dar.”

No fim, tudo é uma RECOMPENSA. A resposta pelos nossos atos, uma troca. Poderíamos dizer, no âmbito amoroso que a vida é uma Relação, um vínculo entre duas (ou mais) pessoas em torno de um interesse em comum. Se esta relação possui mais de duas pessoas e a situação é desfavorável, poderíamos indagar: O que você realmente quer e até aonde pretende chegar?

Por esta ótica, trata-se de uma situação “bela e insuportável”, mas se eu realmente desejo certa pessoa e acredito que minha felicidade depende dela usarei tudo que tenho, inclusive o dom da paciência, mesmo que as circunstancias estejam momentaneamente desfavoráveis. Seria a famosa luta de Davi contra Golias. Relacionamento amoroso também é estratégia.

Contudo, mantenha-se otimista! Saia do piloto automático. Pense no que quer e como quer, tenha coragem de assumir a decisão, o que sente. ARRISQUE! Dê oportunidade, receba a oportunidade e, mais que tudo, se dê à oportunidade de ser feliz!
Garanto que arrependimento algum ocorrerá.

“Sinceridade não são apenas palavras, mas também gestos e atitudes que são partes do contexto da continência emanadas pela vontade”. Dito meu.

Pax Et Lux.

Sergio Rodrigo