sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O sábio que empunha a espada, deixa de ser sábio?

Apenas um desabafo!

Certa feita O Criador disse ao Rei Salomão:

"Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento para poderes julgar o meu povo, sobre o qual te fiz reinar, sabedoria e conhecimento te são dados; "


Também conhecemos o ditado de
que não devemos julgar para não sermos julgados.”

De toda sorte soa como ironia, partindo do ponto em que todo ser humano é um ser julgador por excelência, seja conscientemente ou não.

Basicamente, reconhecemos uns aos outros e aferimos status conforme as atitudes, perfil e condutas de cada indivíduo. Assim, conscientemente ou não, julgamos e criamos nossa sentença, passando a tratar aquele determinado indivíduo conforme suas condutas comparadas com nossos critérios e princípios.

Se o que fazemos não se chama julgamento, sinceramente, desconheço melhor denominação.

Mas, consoante as condutas que já desempenhei e assisti nesta vida de baixo do sol, sendo boas e ruins, refleti acerca da execução do julgamento que fazemos uns aos outros e cheguei ao pensamento de que, por mais que você tente ser justo, não importa o quanto, sempre irá chegar certo momento em que nada do que fizera adiantará para determinado indivíduo.
Absolutamente nada!

E nesse certo momento você será taxado por várias denominações como excêntrico, estressado, aparecido, idiota, sobretudo de intolerante.

Contudo, a conduta do sábio no mundo da insensatez é sempre mal vista. Não me considero sábio, embora o princípio da sabedoria seja adquiri-la, tenho em mente que o sábio é um ser em um grau elevado no qual não me encontro, mas procuro por sabedoria e este é o princípio basilar dos retos.

Claro que existem aqueles que não querem sequer ouvir das virtudes dos retos, pois, atualmente encaram-se certos preceitos como motivo de chacota, logo então caçoam daqueles livres pensadores que não se envergonham em expressar a voz do coração.

E depois, eu que sou o idiota...

Nem sempre palavras doces resolvem situações amargas. Todavia, é muito censurável o que acontece freqüentemente que com um aspecto de devoção e piedade venhamos a adoçar o demônio.

Já diziam que “a língua do Sábio é um bálsamo”, mas isso não significa que todos os sábios puderam agir sempre com doçura.

A história é plena em exemplos. A espada foi necessária
por muitas vezes para que sábios não perecessem nas mãos dos tiranos.
E será que esses sábios deixaram de ser sábios por conta disso?

Por certo que não.

Jesus mesmo destruiu as barracas dos mercadores na porta to templo em um ato de fúria por profanarem a “casa de D-us”. Alguém ousa dizer que Jesus perdeu toda sua sabedoria por conta disso?

Tornou-se excêntrico, estressado, aparecido ou idiota?

Claro que não. “ELE” teve um bom motivo para isso. Mas há aqueles que não pactuam da mesma linha de pensamento, que não buscam o pleno entendimento da origem da causa, mas apenas do ocorrido.

Você tem o direito de julgar e mesmo que não queira irá julgar. Apenas procure agir com Justiça. Busque julgar não apenas o ocorrido, mas o motivo que deu causa a tal.

O julgamento é sempre inevitável, já a execução da sua sentença é opcional!


Pax Et Lux.

Sergio Rodrigo

Um comentário:

Lílian disse...

"Contudo, a conduta do sábio no mundo da insensatez é sempre mal vista."

Este trecho me deixou desprovida de qualquer outro comentário.

Adorei o texto.

Beijo!